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PC, de Personal Computer a Personal Cloud
O mundo que podemos chamar pós-PC ou mesmo o mundo neoPC é um novo estilo de usarmos computadores.
Cezar Taurion *
Publicada em 13 de fevereiro de 2012 às 11h42 – NBUSINESS (IBM)
Há algumas semanas escrevi um texto conjecturando sobre o mundo pós-PC. Pensando melhor, o mundo PC continua... Só que PC começa a deixar de ser Personal Computer e para passar a ser Personal Cloud. Ou seja, saimos do modelo mental MyDocuments para o MyDropBox.
Na prática, estamos vendo o surgimento de novas tecnologias móveis como tablets e smartphones em um mundo cada vez mais conectado. Gradualmente o mundo centralizado no PC, que durante 30 anos foi o ponto central da computação pessoal, está migrando para a computação em nuvem, onde o PC é um dos participantes. Não desaparece, mas perde sua relevância. Assim, nossos documentos, nossas fotos, nossa vida pessoal deixa de ser armazenada em discos rígidos dentro do PC ou laptop e passa a ficar dentro das nuvens. Os aplicativos também começam a migrar do demorado e monótono processo de instalá-los dentro de cada computador para ficarem disponiveis 24 horas em alguma nuvem, localizada não sabemos onde.
Claro que as mudanças de conceitos e mindsets não são instantâneas. O próprio PC passou por momentos dificeis para sua aceitação. Uma pequena recordação histórica cabe aqui. Computadores pessoas já existiam antes do PC, como o TRS-80 da RadioShack e o Apple II. Já existia a planilha Visicalc. Mas eram vistos como brinquedos. A computação pessoal só foi considerada séria quando a IBM, então no clímax do seu poder no mundo corporativo, lançou o PC e criou toda uma indústria. Surgiram centenas de desenvolvedores de software como Lotus, Ashton-Tate, Microsoft e fabricantes de clones como Compaq e Dell.
Com os PCs, a computação mudou radicalmente. Passou de ferramenta disponivel apenas para especialistas à ferramenta para ser usada por qualquer um, em suas casas. Pequenas empresas passaram a ter condições de fazer planejamentos financeiros e administrar seus negócios com mais eficiência.
Cerca de dez anos depois do lançamento do PC a computação pessoal estava inserida no dia a dia de milhões e milhões de pessoas, transformando a vida delas de forma tão profunda quanto a provocada décadas antes pelos telefones e televisores.
Este processo não ocorreu de uma dia para o outro e no início enfrentou muitas críticas. Lembro de muitas discussões quando implementando os primeiros PCs em empresas, quando muitos dos seus gestores de TI, encastelados nos então CPDs (lembram?) os chamavam jocosamente de eletrodomésticos...
O mundo que podemos chamar pós-PC ou mesmo o mundo neoPC (lembrando que PC passa a ser Personal Cloud) é um novo estilo de usarmos computadores. Deixamos de ser dependentes de um único aparelho, o onipresente Personal Computer, para ter acesso aos nossos documentos, fotos e aplicativos a partir de qualquer dispositivo, em qualquer lugar.
É uma viagem sem retorno. Os usuários estão cada vez mais acostumados com as facilidades proporcionadas pela mobilidade e as interfaces touchscreen. A próxima geração digital talvez nem saiba mais usar um mouse e muito menos conseguirá imaginar porque era necessário copiar um arquivo para um pendrive para levá-lo a outra máquina. Smartphones não usam pendrives!
Os computadores móveis, como tablets e smartphones, estão cada vez mais intuitivos e não demandam especialistas para instalá-los e configurá-los. Alguém conhece no mercado um curso de Facebook ou iPhone? Os próprios usuários entram nas App Stores e escolhem, eles mesmos, os aplicativos que querem e trocam idéias e sugestões entre si por meio das mídias sociais. São independentes.
Claro que temos aí um desafio para o setor de TI do mundo corporativo. Os funcionários de uma empresa têm, pessoalmente, acesso a computadores (tablets e smartphones) e aplicativos que querem usar nas empresas e muitas vezes não podem. O CEO e o estagiário têm nas mãos o mesmo smartphone. Não há mais distinções entre quem tem tecnologia e quem não tem. Não é mais uma questão de hierarquia, mas de hábito de uso.
Este mundo do Personal Cloud provoca uma profunda mudança no que deverá ser a TI de uma empresa. Vamos debater alguns exemplos. Primeiro, as velhas ideias de processos de homologação, nos quais se selecionavam os dispositivos que a empresa iria suportar, já não estão mais adequadas à velocidade com que os aparelhos surgem no mercado. Estes processos precisam ser revistos e modernizados. Em poucos meses, o mercado de smartphones e tablets muda significativamente.
Segundo, os usuários hoje escolhem para seus smartphones e tablets os aplicativos que querem, com interfaces intuitivas. Por outro lado, nas empresas, eles têm que lidar com muitas barreiras para acessar sistemas internos e precisam de cursos de treinamento de vários dias para poder usá-los.
Talvez TI tenha que repensar sua arquitetura. Claro que continuarão existindo sistemas integrados e complexos, mas será que muitas vezes pequenos e intuitivos apps não resolveriam muitos dos problemas dos usuários?
Além disso, por que dentro da empresa o usuário só pode ter acesso a determinado sistema por um PC, se em casa ele acessa os serviços que quer a partir de qualquer dispositivo?
Talvez possamos começar a pensar não apenas em um mundo monolítico de aplicações complexas, mas em conceitos de uma App Store interna, acessível por qualquer aparelho. Uma arquitetura SOA onde as informações e os aplicativos centrais podem ser acessados por APIs vindas de dispositivos móveis, cerne deste novo modelo.
Outra mudança é o conceito de self-service. Para se usar um DropBox ou qualquer outro serviço disponível em uma nuvem, o usuário vai lá e, por conta própria, se serve. É o conceito de self-service por excelência. E ele se questiona... Por que para cada coisa que preciso da TI na minha empresa tenho que falar com alguém? Por que não posso ter autoserviço para solicitar o que preciso?
Na verdade estamos dando os primeiros passos em direção ao mundo do Personal Coud, onde, não mais o PC, mas a nuvem será o centro das informações e dos serviços de computação. Saímos do mundo dos equipamentos para o mundo dos serviços. Cloud Computing é, em última instância, a TI-as-a-Service. Para a TI do mundo corporativo isto significa que cada usuário, seja ele funcionário ou cliente, vai demandar acesso aos seus sistemas de qualquer dispositivo, em qualquer lugar. E ele mesmo quer se servir destes serviços. Neste cenário, TI deverá aparecer para seus usuários como uma nuvem.
O que os gestores de TI devem fazer? Bem, reconhecer que esta é uma viagem sem volta e que embora muitos de seus antecessores tenham lutado bravamente contra a entrada dos PCs e do modelo cliente-servidor nas suas empresas, eles foram vencidos.
O mundo do Personal Cloud está aí e a pressão cada vez maior causada pelo fenômeno que chamamos de consumerização de TI está forçando as paredes dos data centers. O modelo BYOD (Bring Your Own Device) e mesmo BYOC (Bring Your Own Cloud) não pode ser impedido de entrar.
TI deve desenhar sua estratégia de como adotar estes conceitos, preservando os critérios de segurança e disponibilidade exigidos pela criticidade do negócio. TI deve repensar os modelos de entrega de serviços aos usuários via apps e self-service.
O usuário está cada vez mais autossuficiente e TI deve assumir papel de orientador ou facilitador, mas não de tutor. Este novo papel implica em mudanças na maneira de pensar e agir da TI. Não é fácil.
Um aspecto fundamental do modelo Personal Cloud é que a arquitetura de TI das empresas deverá ser baseada em computação em nuvem. Isto implica no uso tanto de nuvens privadas ou internas, quanto públicas. Mas cada empresa deve desenhar sua própria estratégia de “cloudficação”.
Em resumo, o futuro começa agora. Portanto, devemos dar logo o primeiro passo...
(*) Cezar Taurion é diretor de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil e editor do primeiro blog da América Latina do Portal de Tecnologia IBM DeveloperWorks
A INEXORÁVEL LEVEZA DE SER INOVADOR (ARTE TOTAL VAI PARA AS NUVENS)
Pesando os prós e contras no mundo da comunicação, ser inovador é obrigação inalienável, sob o risco de morrer no mercado. Portanto, essa é uma pressão constante que força os profissionais e empresas do segmento a manterem o foco permanente no esforço de modernização e inovação. É também o caso da Primeiro Segundo. Só que a esta tem a obrigação de sair sempre na frente.
Por força até do próprio nome e marca de fantasia, a Primeiro Segundo sempre esteve na vanguarda desse processo, renovando-se e inovando sem parar, a todo o instante a cada ano, tornando-se mais arrojada e sempre geradora de tendências. Foi das primeiras agências de publicidade em Mato Grosso a ter a coragem de promover uma fusão com outra concorrente em 2007. Duplicou seu potencial. Foi também uma agência ousada que se recusou a perpetuar um modelo de propaganda de varejo alienante e alienado, ainda em uso em alguns mercados, que representa um retrocesso da moderna forma de comunicar, deixando de se vender por lucros fáceis em detrimento da qualidade da mensagem. Buscou o que faltava ao mercado regional. Transformou-se numa especialista em posicionamento, planejamento e criação estratégica. Lançou a revista On Top onde publica os cases arrojados do marketing e da comunicação, uma iniciativa que se tornou exemplo para outras agências.
A TRANSFORMAÇÃO TRAZ EVOLUÇÃO
Em 2011, teve a percepção de instalar um posto avançado em São Paulo, estabelecendo novos relacionamentos e abrindo segmentos muito promissores. Ter um cliente brasileiro atuando nos E.U.A. foi um dos fatores que os levaram a pensar mais longe. Agora em 2012, mais uma mudança inovadora e extremamente modernizadora soprou todas as estruturas da empresa. E os ventos foram radicais, seguindo os indicadores que apontam a maioria das grandes corporações se utilizando de “Cloud Computing” e apostando numa plataforma mais dinâmica e globalizada.
A Primeiro Segundo se reencontra com sua identidade original, a Arte Total Comunicação, definida em sua razão social, focada em reposicionamento de produtos e marcas, estratégias de marketing, assessorias, branding e com isso se dedica a novas ferramentas para o ambiente digital e web.
Para conseguir atender com qualidade e agilidade seus clientes que se espalham por diversos territórios nacionais e até internacionais, foi inevitável quebrar todas as amarras do mundo físico, que prendia a agência a uma estrutura fixa. Partiu para o espaço, para as ondas globais da rede mundial de computadores, utilizando-se de Data Center estrategicamente posicionado num ponto de grande acessibilidade. E essa transformação trouxe uma leveza que gerou diversos benefícios.
Com seus profissionais atuando em rede virtual, e suas máquinas portáteis, que estão a todo instante online e em contato virtual, acelerando de forma exponencial sua capacidade de produção, gerando um aumento considerável da qualidade de vida e da organização de seu tempo.
EQUPE E RECURSOS EM TODO LUGAR
Com os arquivos digitalizados e armazenados em servidor de fácil acesso remoto, todo o acervo de trabalhos e os cases, informações e programas ficaram muito mais leves e disponíveis em qualquer parte do planeta. Com a nota fiscal eletrônica, tudo se tornou ainda mais fácil.
No início parecia loucura. Foram incansáveis 4 meses trabalhando na surdina para preparar essa mudança. Era preciso aproveitar o período de final de ano, quando todo o ambiente comercial está menos dinâmico. Janeiro e fevereiro de 2012 são meses onde o sistema está sendo testado. E já aparecem sinais de que depois do carnaval estará atuando com força total.
O atendimento, solicitações, agendamento, orçamentos, serão feitos através de e-mail e videoconferência. O serviço de Secretária Eletrônica direciona as chamadas telefônicas para os contatos corretos de atendimento e para o celular de atendimento dos diretores.
Algumas reuniões físicas serão realizadas ao vivo nas instalações dos clientes, em virtude de serem localizadas em diferentes capitais brasileiras.
As instalações físicas da empresa estarão sendo adaptadas para outras atividades como workshops, treinamentos, reuniões eventuais e preparação de equipes para grandes campanhas e eventos.

Era inexorável essa transformação e foi alcançada a deliciosa capacidade de ser inovador, melhorando sempre e tornando o labor uma fonte de satisfação, orgulho e prazer. Pois sendo uma atividade meio, ganhou-se muito mais eficácia, através da qual auxilia seus clientes a consquistarem seus objetivos de forma mais inteligente, benéfica e definitiva. E esse é apenas o começo.





